Marie et la vie consacrée

Maria e a vida consagrada

Maria, modelo e mãe da vida consagrada

Maria e a vida consagrada, espiritualidade mariana

En ce mois d’août, nous célébrons le Mois des Vocations : laïcs, prêtres, religieux et consacrés, couples. C’est pourquoi nous vous avons préparé un article sur la présence de Marie dans la vie consacrée.

Maria de Nazaré, como destacado pelo Concílio Vaticano II, «que entrou intimamente na história da salvação, e, por assim dizer, reúne em si e reflete os imperativos mais altos da nossa fé, ao ser exaltada e venerada, atrai os fiéis ao Filho, ao Seu sacrifício e ao amor do Pai» (Lumen gentium 65).

Ela é o modelo universal da vida cristã. O Papa Paulo VI, na exortação Signum Magnum, expressou sua convicção: «Todos os períodos da história da Igreja beneficiaram e hão de beneficiar da presença maternal da Mãe de Deus, pois Ela permanecerá sempre indissoluvelmente unida ao mistério do Corpo Místico de cuja Cabeça está escrito: ‘Jesus Cristo, ontem e hoje é o mesmo e será para sempre’ (Heb 13,8)» (Signum Magnum 13). Esta presença materna de Maria manifesta-se especialmente na vida consagrada, pois imitando Jesus casto, pobre e obediente, olham para a Virgem como modelo e guia que conduz à realização da vida de santidade.

Sobre este tema, São João Paulo II, na exortação pós-sinodal Vita Consecrata, afirmou que «A relação com Maria Santíssima, que todo o fiel tem em consequência da sua união com Cristo, resulta ainda mais acentuada na vida das pessoas consagradas. (…) Em todos [os Institutos de vida consagrada], existe a convicção de que a presença de Maria tem uma importância fundamental, quer para a vida espiritual de cada uma das almas consagradas, quer para a consistência, unidade e progresso da inteira comunidade» (Vita Consecrata 28).

O Magistério do Concílio Vaticano II destaca claramente o papel de Maria na vida consagrada, apresentando-a como modelo e incentivando-os a imitá-la. São Paulo VI, continuando a tarefa conciliar, na sua doutrina referiu-se repetidamente a Maria como modelo de vida consagrada. O fundamento do pensamento mariológico e mariano do Papa é a doutrina conciliar do capítulo VIII da Lumen gentium, intitulado: «A Santíssima Virgem Maria Mãe de Deus no mistério de Cristo e da Igreja», que é a essência da Mariologia contemporânea. Não por acaso, São Paulo VI foi um papa mariano, e isso se reflete em seu amor e devoção à Mãe de Deus e sua grande preocupação pela renovação do culto mariano na Igreja.

A respeito do papel de Maria na vida consagrada, aqueles que respondem ao dom da vocação percorrem o caminho da fé profunda e da confiança total na vontade de Deus. De Maria, aprendem a abraçar a Palavra de Deus e a estarem abertos à ação e à inspiração do Espírito Santo, pois assim poderão conhecer a vontade de Deus e «cumprir, com humildade e magnanimidade, a missão que Deus confia a todos neste mundo». Na vida das pessoas consagradas, a meditação da Palavra de Deus na oração e a participação na liturgia contribuem para o crescimento e a conservação da fé e ajudam a aceitar os desafios diários. Como observa o papa, “toda a nossa salvação deriva de ouvir a Palavra do Senhor. Porque a fé deriva e tudo mais vem da fé: fides ex auditu”.

Les noces de Cana en Galilée illustrent Marie implorant humblement Jésus d’intervenir dans les besoins temporels des jeunes mariés. Face à ses paroles : « Femme, que me veux-tu ? » (Jn 2,4), Marie ne se décourage pas, mais garde un silence significatif. Dans sa délicatesse féminine et maternelle, elle confie la situation au Seigneur et tourne son attention vers les serviteurs, les exhortant à obéir et à croire ouvertement, leur demandant de faire tout ce que Jésus avait ordonné. Sa demande fut exaucée, ce qui contribua à renforcer la foi des disciples en Jésus comme le Messie. Un aspect à souligner dans cet événement est l’intercession de Marie, par laquelle elle facilite l’action de Dieu.

Maria, sendo modelo dos consagrados, abre-se hoje a outras formas de vida além dos religiosos, como casais e solteiros, e integra o ser humano em sua totalidade. Ela é aquela que primeiro aponta os conselhos evangélicos e os vive. Ela é a casta que gera no seu coração o Amor de Deus. É a pobre que vai ao encontro de Isabel e doa-se para o outro, mesmo tendo em seu seio «o direito» de ser servida. É a obediente que ama e pratica a vontade de Deus, mesmo sem entender, «guardando todas as coisas no seu coração». E em sua abertura à vida, à oração e ao outro, continua a ser referência para todo aquele que com coragem diz «Fiat» à vontade de Deus.

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