Los orígenes de la esperanza: fundamentos

Introdução
Neste espaço, ao longo de várias semanas, exploraremos como a noção de *esperança* (*ἔλπις* em grego) foi compreendida tanto nos contextos filosóficos gregos quanto na tradição judaico-cristã. O presente estudo, de caráter académico e conceptual, mantém-se acessível ao leitor que deseje acompanhar cada etapa do desenvolvimento histórico e teológico deste conceito tão fundamental à experiência humana.O Termo Grego *ἔλπις*
O termo grego *ἔλπις* é considerado pelos estudiosos como uma *vox media*, algo que podemos traduzir como «*esperança*». Historicamente, o componente positivo de *ἔλπις* ganhou força em períodos posteriores ao período clássico (como observado em *Pseudo-Platão, Definições, 416A*), mas esse optimismo nunca se tornou absoluto. Contudo, no contexto linguístico judaico-cristão, a palavra assume um sentido exclusivamente positivo, sendo compreendida, de facto, como «*esperança*».O Caráter Positivo da Esperança
Na língua grega, a raiz *ἔλπ* alude essencialmente à expectativa ou suposição baseada na experiência e na compreensão geral do mundo. A fronteira entre suposição e conhecimento por vezes se revela turva, mas ganha relevância na filosofia, que distingue a mera opinião (*δόξα, ἔλπις*) do conhecimento efectivo do ser (ex.: *Parménides, Fragmentos, VS 28 [18] B 1, 30. Platão, Filebo 12d, 39e, Político 306a*).A definição do lugar da *esperança*, especialmente a esperança no além, depende da escola filosófica em questão. Em Platão, por exemplo, vemos no *Fédon* que a esperança pode estar ligada a uma forma de conhecimento superior. Mesmo entre os «iniciados» nos mistérios, a esperança se basearia em um conhecimento especial (*εἰδώς*, conforme *Eurípides, Bacantes, 72-74*).Esperança na Filosofia Helenística e Estóica
Para a filosofia helenística, o conhecimento real sobre a estrutura do mundo seria o único fundamento sólido para a acção ética. Nesse sentido, condutas baseadas em esperança ou suposições não teriam o mesmo estatuto de algo fundamentado em conhecimento. É por isso que, a partir do período clássico tardio, termos como *πίστις* (fé), *δόξα* (opinião) e *ἔλπις* (esperança) são considerados, em muitos casos, inferiores ao saber demonstrável.Los estoicos, aunque no empleaban *ἔλπις* como término técnico para clasificar uno de los cuatro afectos fundamentales, recurrían a *ἐπιθυμία* (deseo) para expresar juicios incorrectos sobre el bien o el mal. Así, en el esquema estoico de afectos relacionados con el presente y el futuro, dolor, placer, esperanza y miedo, la esperanza, aunque está presente como concepto general, no recibía en *ἔλπις* la mejor expresión lingüística debido a su carácter de *vox media*.Uso Filosófico y Religioso de la Esperanza
En el uso tanto filosófico como no filosófico del griego clásico, esperanza, suposición y conocimiento se refieren esencialmente al orden de la naturaleza, un horizonte en el que las teorías podrían ser verificadas o descartadas por la propia realidad. Para la mentalidad griega, en general, no habría una instancia fuera del cosmos a la cual la esperanza o el conocimiento pudieran reportarse. Los dioses, en esa concepción, también forman parte del cosmos, aunque en el cosmos inteligible de los platónicos.Por otro lado, la tradición bíblica introduce la esperanza como algo que se refiere directamente a la promesa o a la acción de un Dios creador que trasciende el mundo natural. Tanto en el Antiguo Testamento, que enfatiza una esperanza orientada al presente (por ejemplo, *Salmo 91*), como en el Nuevo Testamento, con su énfasis escatológico en lo más allá, esa esperanza no puede ser medida por los parámetros del universo físico o por la organización social vigente. Se manifiesta, en última instancia, en la obediencia y en la confianza (*Salmo 73*).Esperanza como Concepto Positivo
En el uso judeocristiano, el término *esperanza* (*ἔλπις*) adquirió una connotación esencialmente positiva, diferenciándose considerablemente del uso habitual en la cultura griega. Es un fenómeno lingüístico similar al que ocurrió con la palabra *πίστις* (fe), que gana nuevos contornos de significado bajo la influencia del pensamiento bíblico.A interrogação principal não é se a esperança mira o «além», mas em qual ponto de referência último ela se apoia: o cosmos com suas leis e normas morais inerentes ou um Deus criador e redentor que se revela de maneira independente da ordem cósmica? Na Bíblia, *ἔλπις* muitas vezes é traduzido como confiança ou perseverança confiante, revelando a noção de uma relação directa entre Deus e o ser humano (ver, por exemplo, *Jó 24*).Leitura Recomendada e Aprofundamento
– Leitura recomendada: *Spe Salvi* (Bento XVI), encíclica sobre a esperança cristã. – Aprofunde os seus estudos: explore Mariologia, Teologia mariana, Aparições marianas e a Pós-Graduação em Mariologia.Continuidade
Com este primeiro panorama, observamos como o conceito de esperança emergiu e se desenvolveu no pensamento grego e bíblico, assumindo significados distintos em cada contexto cultural e religioso. Na próxima parte da série *As Origens da Esperança*, aprofundaremos essas reflexões, examinando mais detidamente como essas duas vertentes, filosófica e religiosa, interagem e se transformam ao longo da história.Siga semanalmente la continuidad de este estudio. El lector encontrará, así, la base para una comprensión sólida y rigurosa sobre el tema. Al fin y al cabo, conocer las diferentes raíces de la esperanza ayuda a entender mejor por qué ella es tan esencial y, al mismo tiempo, tan diversa en sus manifestaciones hasta alcanzar a la Madre de la Esperanza.—Instituto Locus Mariologicus: La referencia académica mundial en Mariología. Conozca nuestros recursos sobre Teología mariana, Apariciones marianas y la Posgrado en Mariología. Para profundizar en la teología de la esperanza mariana, consulte la Encíclica *Redemptoris Mater* del Papa Juan Pablo II.Pós-Grado en Mariología
¿Deseas profundizar tu formación en Mariología? Conoce la Pós-Grado en Mariología de Locus Mariologicus, una formación académica que combina rigor teológico, vida espiritual y tradición viva de la Iglesia.
Responses