Maria reúne e reconcilia: assim como acolheu os discípulos no Cenáculo após a Ascensão, continua a reunir os membros dispersos da Igreja e a inspirar a reconciliação comunitária.
Maria é Mãe de todos: ao aceitar a maternidade universal no Calvário, reconcilia a humanidade em Cristo e transforma estranhos em irmãos de uma mesma família de Deus.
Maria foi reconciliada consigo mesma por pré-redenção. Ao contemplá-la, descobrimos o que somos chamados a ser: pessoas integradas, reconciliadas com Deus, com os outros e connosco mesmos.
Maria é o caminho que Deus escolheu para vir ao mundo e o caminho que ela percorreu para ir a Deus. O seu "fiat" ensina-nos a abertura radical que nos conduz ao encontro com Cristo.
A verdade de Maria compreende-se no Mistério de Cristo: o seu "fiat" é o "sim" perfeito da humanidade a Deus, tornando-a a porta (Porta Caeli) pela qual nos reconciliamos com o Pai.
O caminho do discípulo passa pelo Calvário. Maria, de pé junto à Cruz até ao fim, é a mestra que nos ensina a unir o nosso sofrimento ao de Cristo, com horizonte pascal.
Maria permanece de pé junto à Cruz — Stabat Mater. A sua dor é co-redemptora: consciente, livre e unida ao sacrifício do Filho, ela é a face materna do amor que salva o mundo.
Descubra por que Maria é decisiva na Quaresma: do fiat da Anunciação ao silêncio aos pés da Cruz, ela ilumina o caminho de conversão e dá sentido à Via-crúcis, Via Matris e ao Stabat Mater até a Páscoa.